quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O ato de Ler

Caixa que conta.....POESIA

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa

domingo, 25 de outubro de 2009

Caixa que conta......FÁBULA

Contos » A Menina do Leite
(Fábula do Esopo, adaptada por Christiane Angelotti)
A menina era só alegria.
Era a primeira vez que iria à cidade, vender o leite de sua querida vaquinha.
Colocou sua melhor roupa, um belo vestido azul,e partiu pela estrada com a lata de leite na cabeça.
Ao caminhar, o leite chacoalhava dentro da lata.
A menina também, não conseguia parar de pensar.
"Vou vender o leite e comprar ovos, uma dúzia."
"Depois, choco os ovos e ganho uma dúzia de pintinhos."
"Quando os pintinhos crescerem, terei bonitos galos e galinhas."
"Vendo os galos e crio as galinhas, que são ótimas para botar ovos."
"Choco os ovos e terei mais galos e galinhas."
"Vendo tudo e compro uma cabrita e algumas porcas."
"Se cada porca me der três leitõezinhos, vendo dois, fico com um e ..."
A menina estava tão distraída em seus pensamentos, que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e levou um tombo.
Lá se foi o leite branquinho pelo chão.
E os ovos, os pintinhos, os galos, as galinhas, os cabritos, as porcas e os leitõezinhos pelos ares.

Moral da história:
Não se deve contar com uma coisa antes de conseguí-la.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

domingo, 18 de outubro de 2009

Acontecendo no clube de leitura Monteito Lobato - E.M Maria Isabel

Trabalho com Ziraldo descobrindo as Artes com o menino Maluquinho

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Classificados Poéticos

Procura-se um equilibrista que saiba caminhar na linha que dividi a noite do dia que saiba carregar nas mãos um fino pote cheio de fantasia que saiba escalar nuvens arredias que saiba construir ilhas de poesia na vida simples de todo dia. Roseana Murray